O Livro de Evellyn: Prólogo.

sexta-feira, 17 de maio de 2013
Bom... Por onde posso começar? Acredito que pode ser por uma pergunta a você leitor. Você tem medo? A resposta vai ser no mínimo, “de que?”. Muitas pessoas podem ter diferentes medos, dos mais comuns aos mais ridículos. Uns tem medo de baratas, outros de ratos, gatos, cachorros (logo vou citá-lo de novo), papagaio, periquito, pardal, ornitorrinco e assim segue a escala dos medos ridículos. Mas, respondendo a pergunta com outra... Você tem medo de Lendas Urbanas? Alguns dizem sim, outros dizem que não, outros falam que isso não existe. Enfim, estou relatando aqui o que uma mera garota de 16 anos jamais fez. Enquanto muitas estão aí, cuidando da beleza e acendendo o rabo para cada garoto que passa, eu fico aqui dentro de meu quarto, lendo. E quando eu leio, não é nada de escola, na verdade, são coisas que me tiram da realidade que vivo. Afinal, minha realidade não é igual a sua. Diferente de você leitor, comigo não é nem seguro olhar pela janela.

Vivo em Dirk City, uma pacata cidade no meio do nada (para não dizer que é praticamente a verdadeira “Lugar Nenhum”) que é atormentada por uma praga indescritível, não são ratos, mosquitos, baratas, formigas, cupins e outras coisas que podem ser mortas facilmente. Aqui, a praga é Lenda Urbana. Sim, pode achar estranho. Mas aqui, todas as lendas existem. Lembra Leitor, das suas voltas no facebook e no tumblr, onde sempre falam que esses seres são encontrados em um bosque? Pois é, minha cidade é cercada por ele. Aqui a gente nem reclama de invasão zumbi, pois realmente deve ser algo bem parecido. Como sobrevivemos? É simples, temos o toque de recolher. Idiota é quem fica do lado de fora a partir da 00h:00min, só suicidas ficam, pois podem decidir por quem querem ser mortos.

Minha vida é como um jogo sem “continue?”, temos que tomar cuidado com armadilhas, horário e até com as coisas que temos em casa. Alguns podem surgir do computador que você está usando ou simplesmente saem da televisão que você está assistindo. Ninguém está seguro. Ah e cuidado com os E-mails, não me canso de ver a foto daquele cachorro idiota. Você sabe de quem estou falando, afinal, você deve ter certo conhecimento sobre elas, diferente de mim. Não curto ser muito intrometida na vida deles, não gosto que resolvam meter o focinho na minha. Sabiam que eu sou especial? Não porque minha mãe falou, é porque eu tenho um dom, e é esse dom que vai dar um destino a essa pacata história.

Eu consigo conversar com as Lendas.

Pensavam que eu ia falar que eu tinha CORAGEM não é? “Mano” eu me cago de medo deles. Mas, diferente das outras pessoas, eu os enxergo como pessoas normais (menos o Rake, aquilo é um smeagol precisando de manicure), pessoas que um dia já foram humanas... E que agora, descontam em pessoas inocentes o que eles guardam dentro de si. Ou simplesmente não saco a arma ao ver um. Esse meu dom me trouxe algo novo, uma experiência nova. Eu fiz um novo amigo e o que eu vou relatar aqui é tudo o que passei com ele. Falando nisso, estou na casa dele agora, não é um colega de escola, muito menos um parente.

Meu “amigo” é Jeff, the Killer.

Assustado? Muitos vão reclamar dizendo que ele não possui sentimentos e que isso é uma mentirada. Ele possui sentimentos sim, mas não são agradáveis. Nossa amizade é na base do respeito, afinal, eu salvei sua vida.
Acredito que você queira me estrangular agora, mas... Vamos começar do dia que tudo começou? Acredito que não tenho muito tempo restante.

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